Saturday

Objectivos de Aprendizagem





Localizar no tempo e no espaço o expansionismo europeu.

Compreender como é que o mundo era visto, então, pelos europeus.

Enumerar os motivos da expansão europeia.

Explicar a prioridade portuguesa no arranque da expansão.

Justificar a importância da caravela nas viagens de descoberta.

Mostrar o interesse de toda a sociedade portuguesa na expansão.

Explicar os interesses que estavam na base da expedição portuguesa a Ceuta.

Referir as principais razões do fracasso da expedição a Ceuta.

Destacar o papel desempenhado pelo Infante D. Henrique nos Descobrimentos.

Enumerar as principais fases da descoberta e exploração portuguesas

Comparar a política de conquistas de D. Afonso V com a política expansionista de D. João II.

Relaciona a rivalidade entre Portugal e Castela com a descoberta da América por Cristóvão Colombo.

Analisar a importância do Tratado de Tordesilhas.

Compreender como os portugueses geriram o imperio português em África, no brasil e no Oriente




Materiais

Friday


Metas de Aprendizagem I


Conhecer e compreender as causas da crise do século XIV na Europa  

Identificar a Guerra dos Cem Anos como o principal conflito europeu do século XIV.

Relacionar as medidas régias e senhoriais para fazer face à crise com o surgimento de revoltas
populares rurais na Europa Ocidental.


Apontar o aumento demográfico, a escassez de áreas cultiváveis, as mudanças climáticas e a destruição causada pelas guerras como causas (interligadas) das fomes que grassaram no século XIV.

Relacionar a expansão das doenças epidémicas com a fome, com a falta de condições de higiene e com o clima de guerra.

Sublinhar a importância da peste negra neste contexto e o seu processo de difusão.

Explicar as consequências demográficas e económicas da conjuntura de fome, peste e guerra.

Relacionar a diminuição da mão de obra e o abandono dos campos com a quebra de produção e com a subida dos salários.

Indicar as medidas tomadas pelos senhores e pelo poder régio para fazer face à diminuição das receitas.   


Conhecer e compreender os “levantamentos populares” rurais e os conflitos sociais urbanos

Relacionar as medidas régias e senhoriais para fazer face à crise com o surgimento de revoltas populares rurais na Europa Ocidental. 

Caracterizar os movimentos populares rurais e os conflitos sociais urbanos. 


Materiais




Thursday


Metas de Aprendizagem II





Conhecer e compreender as especificidades da crise do século XIV em Portugal 


Caracterizar os problemas sentidos em Portugal durante o reinado de D. Fernando, relacionando-os com a situação europeia.

Identificar o problema da sucessão ao trono no contexto das relações entre as coroas portuguesa e castelhana. 

Descrever os momentos decisivos da afirmação da independência do Reino.

Relacionar a chegada ao poder de uma nova dinastia com as alterações operadas no seio da sociedade portuguesa, sobretudo ao nível da renovação da nobreza e da afirmação de certos estratos da burguesia. 

Materiais


Monday

A CRISE DO SÉCULO XIV EM PORTUGAL


Os problemas e dificuldades que se fizeram sentir na Euro­pa, na 2ª metade do século XIV, atingiram também Portugal
Logo em 1348, a Peste Negra chegou ao nosso país. Ao que se julga, entrou através dos portos marítimos do Sul, provavelmente por Tavira. Em pouco tempo alcançou todo o território, provocando maior mortandade nos centros urbanos e nos mosteiros, onde as populações estavam mais concentradas. Pensa-se que pelo menos 1/3 dos portugue­ses foram vítimas da Peste Negra.
Os efeitos da epidemia foram imediatos. Devido à falta de mão-de-obra nos centros urbanos, muitos trabalhadores rurais rumaram para as cidades, em busca de melhores con­dições de vida. Em consequência, muitas terras ficaram ao abandono, o que provocou um abaixamento da produção de cereais. Ora, face à diminuição das receitas, os senhores agravaram os tributos e rendas aos camponeses. Por isso, surgiram revoltas e forte agitação social.

A Peste Negra


A Peste Negra foi uma epidemia que atingiu a Europa, a China, o Médio Oriente e outras regiões do Mundo durante o século XIV (1347-1350), matando um terço da população da Europa e proporções provavelmente semelhantes nas outras regiões. A peste não só dizimou a população como largamente veio agravar as condições de vida de uma Europa já muito fustigada por fomes e guerras.
Durante o período de revolução e de catástrofe que causou, instituições milenares como a Igreja Católica foram questionadas, novas formas de religião místicas e de pensar prosperaram e minorias inocentes como os leprosos e os Judeus foram perseguidas e acusadas de serem a causa da peste.

Sunday

Crise Demográfica

Quebra Demográfica



Quebra da Produção Agrícola

A Peste Negra em Portugal

Em nome de Deus Amén.
Porque em o ano da era de 1386 (1348) anos veio a pestilência, a mor­tandade por todo o mundo foi tão grande que não ficou viva a dízima dos homens que então aí havia, e em todo o dito ano morreram o prior e o chantre (o mestre do coro) e todos os raçoeiros (os que recebiam parte da renda dos mosteiros) da igreja de S. Pedro de Almedina de Coimbra uns depois dos outros todos em um mês.

Virgínia Rau, Un document portugais sur Ia peste noire de 1348, Separata de Annales du Midi, 1966

Saturday

Crise Dinástica do séc XIV

Mosteiro de Stª Maria da Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha, construído em comemoração da vitória em Aljubarrota.


Da fome, da peste e da guerra, livrai-nos Senhor!


Crise do Século XIV


Soluções para a crise

Les Très Riches Heures du Duc de Berry,
Irmãos Limbourg, Séc XV

Com vista a resolver os problemas do mundo rural, os reis portugueses tomaram várias medidas. D. Afonso IV, em 1349, enviou aos concelhos do Reino as Leis do Trabalho e D. Fernando, em 1375, publicou a Lei das Sesmarias .


De acordo com estas leis, determinou-se o seguinte:


. os proprietários rurais eram obrigados a cultivar as suas terras;
. todos os que abandonaram a agricultura deviam voltar aos trabalhos agrícolas;
. os salários eram tabelados, de modo a evitar abusos;
. a mendicidade era proibida, de forma a conseguir-se mão-de-obra para a agricultura.

Lei das Sesmarias


A Lei das Sesmarias foi promulgada em Santarém a 28 de Maio de 1375, durante o reinado de D. Fernando I. Insere-se num contexto de crise económica que se manifestava há já algumas décadas por toda a Europa e que a peste negra veio agravar. Toda a segunda metade do séc. XIV e quase todo o séc. XV foram período de depressão. A peste negra levou a uma falta inicial de mão-de-obra nos centros urbanos (locais onde a mortandade foi ainda mais intensa) que, por sua vez, desencadeou o aumento dos salários das actividades artesanais; estes factos desencadearam a fuga dos campos para as cidades. Após estas consequências iniciais verificou-se, e tornou-se característica deste período, a falta de mão-de-obra rural que levou à diminuição da produção agrícola e ao despovoamento de todo o País. A lei das Sesmarias e outras disposições locais anteriores pretendiam fixar os trabalhadores rurais às terras e diminuir o despovoamento. Segundo Virginia Rau as causas que levaram à promulgação desta lei foram: a escassez de cereais, a carência de mão-de-obra, o aumento dos preços e dos salários agrícolas, a falta de gado para a lavoura, a diferença entre as rendas pedidas pelos donos da terra e os valores oferecidos pelos rendeiros e o aumento dos ociosos e vadios. A lei pretendia: obrigar os proprietários a cultivar as terras mediante pena de expropriação, obrigar ao trabalho na agricultura a todos os que fossem filhos ou netos de lavradores e a todos os que não possuíssem bens avaliados até quinhentas libras, evitar o encarecimento geral fixando os salários rurais, obrigar os lavradores a terem o gado necessário para a lavoura e fixando o preço do mesmo gado, proibir a criação de gado que não fosse para trabalhos de lavoura, fixar preços de rendas, aumentar o número de trabalhadores rurais pela compulsão de mendigos, ociosos e vadios que pudessem fazer uso do seu corpo. A grande novidade desta lei é a instituição do princípio de expropriação da propriedade caso a terra não fosse aproveitada. Procurava-se repor em cultivo terras que já o haviam tido e que os factos já mencionados tinham transformado em baldios. A lei das Sesmarias foi como que uma reforma agrária. No entanto, não se sabe com clareza até que ponto foi cumprida e em que medida contribuiu para uma restruturação da propriedade e para a resolução da crise.

Peste Negra- A Grande Mortandade




 Propagação da Peste Negra


“ O principal vector da doença não é o roedor, o animal mais comumente associado a ela, mas a pulga do roedor. Quando um hospedeiro contaminado morre, a pulga salta para um novo hospedeiro, transferindo-lhe o bacilo da peste, o Y. pestis, por meio de uma mordidela na pele. (…) Numa pulga não contaminada, o sangue de uma picada corre directamente para o estômago, matando a fome. Numa pulga contaminada, os bacilos da peste  acumulam-se na parte anterior do sistema digestivo, produzindo um bloqueio; isto aumenta a capacidade do insecto de transmitir a doença de duas formas. Em primeiro lugar, como nutriente algum está chegando ao estômago, a pulga do rato-preto, cronicamente faminta, morde constantemente; e, em segundo lugar, na medida em que o sangue não digerido se acumula na parte anterior do sistema digestivo, a pulga  torna-se uma seringa viva. Cada vez que morde, ela  engasga-se com o sangue não digerido, agora maculado pelos bacilos da peste, e vomita na nova mordidela.” (pp. 38-39)

A Grande Mortandade, John Kelly



Y. pestis ( O bacilo da Peste )



Médico Medieval

O bico de pássaro na cara era um modo de protecção à propagação da doença pois estava cheio de ervas aromáticas. Acreditava-se que filtrando o ar que respiravam ficariam protegidos de apanhar a doença.

Crise económica e social

Painéis de S. Vicente de Fora, atribuídos ao pintor Nuno Gonçalves , Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa

Os reflexos da crise económica-social europeia, combinando-se com as perturbações das guerras fernandinas com Castela e das guerras da independência (a paz com Castela só seria assinada em 1411), fazem convergir na nossa sociedade a dupla aspiração da nobreza a aumentar as suas terras e da burguesia a conquistar novos mercados.
V. Magalhães Godinho , A economia dos descobrimentos henriquinos


Uma crise, por mais grave que ela seja, não significa apenas morte e destruição. Também o é; mas não deixa de ser também uma oportunidade para a mudança. Com a crise do séc XIV , em Portugal, abria-se  a via para a aventura das descobertas.

Sunday

Materiais


Luís XIV, Rei de França



D João V, Rei de Portugal




Absolutismo e Mercantilismo numa sociedade de ordens
Aqui

A cultura em Portugal face aos dinamismos da cultura europeia

Friday



Objectivos de Aprendizagem - 8º A


Caracterizar o Antigo Regime  do ponto de vista político, económico e social

Definir e Identificar os princípios fundamentais do mercantilismo e que medidas se deviam tomar para implementar estas ideias económicas.

Caracterizar a arte e a mentalidade barrocas

Conhecer e identificar autores e obras do barroco internacional e português ( Escultura, arquitectura e pintura)

Conhecer alguns dos avanços científicos do séc XVII-XVIII


Explicar as principais resistências aos avanços científicos em Portugal nos séc XVI-XVII


Objectivos de Aprendizagem


A Criação de Adão (detalhe)
M. Ângelo, Capela Sistina


Localizar os principais focos de difusão cultural nos séculos XV e XVI.

Explicar as condições que favoreceram o surgimento do Renascimento na Itália.

Caracterizar a nova mentalidade do homem renascentista em oposição à mentalidade medieval

Descrever as características do Humanismo renascentista.

Compreender a importância da imprensa na divulgação dos novos valores e atitudes no campo do pensamento e da literatura.

Identificar as principais figuras do humanismo e da literatura renascentista europeia e algumas
das respectivas obras.

Relacionar o desenvolvimento da curiosidade face à Natureza com o espírito crítico renascentista e com as grandes viagens marítimas.

Mencionar os progressos do conhecimento nos séculos XV e XVI.


Thursday

Interesses dos Grupos Sociais na Expansão

O cheiro da canela


Até esta altura, as mercadorias orientais eram adquiridas na índia pelos muçulmanos, que as transportavam por mar através do Oce­ano índico, do Mar Vermelho e do Golfo Pérsi­co, seguindo depois em caravanas até aos portos do Mediterrâneo Oriental. Os mercado­res venezianos e genoveses iam aí comprá-Ias, vendendo-as depois em toda a Europa. Com esse lucro faziam a riqueza de muitas cidades italianas.



Estas mercadorias atingiam preços muito elevados pois passavam pelas mãos de vários intermediários. Os Portugueses, ao adquiri­-las directamente na origem, podiam vendê­-las mais baratas que os Venezianos e Genoveses e, ainda assim, com uma grande margem de lucro.
 

Tratado de Tordesilhas



Tratado de Tordesilhas

A descoberta da América por Cristóvão Colombo (1492) levou a um grave conflito entre Portugal e Castela. D. João II reivindicou o direito às terras descobertas por se situarem nas áreas atribuídas a Portugal pelo acordo de Alcáçovas­-Toledo.
Em 1494, após demoradas negociações, Portugal e Espanha assinam o Tratado de Tordesilhas, que dividiu o mundo em duas grandes áreas de influência. Em cada uma delas, as potências ibéricas gozavam do exclusivo de navegação e comércio nas terras descobertas ou a descobrir. Instituía-se assim a doutrina do Mare Clausum, o mar fechado.

Materiais de Apoio

De Ceuta à Índia